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Notícias

13 de Outubro de 2020

“Alfredo Cunha | 50 anos de fotografia 1970-2020”

© Alfredo Cunha

© Alfredo Cunha

 

Este Alfredo Cunha de quem se fala é o homem com a sua câmara e o seu olhar.

Qualquer bom fotojornalista intui, antes de o saber claramente, que uma imagem, que deve encerrar todo um conteúdo e uma sedução, é, sempre foi, um momento decisivo. Antes de ser definido por Cartier-Bresson, já existia na mente de quem fotografa o acontecimento, o rosto e o movimento.

Na longa carreira de 50 anos de Alfredo Cunha, muita coisa mudou: o país que fotografa; o equipamento que usa — já longe da primeiríssima Petri FT, da Leica M3, que começou a usar em 1973, e das Leicas que se seguiram e a que se manteve sempre fiel; o suporte — do analógico, maioritariamente preto e branco, ao digital, que pratica desde 2003. A imagem fotojornalística responde à exigência de concordância com o texto, também se liga ao onde, quando, como e porquê. Porém, quando o fotógrafo já definiu o seu estilo — e é esse o caso de Alfredo Cunha —, a sedução da imagem sobrepõe-se à sedução da notícia. Em todas elas se torna difícil associar a imagem a um estilo pois Alfredo Cunha ultrapassa a corrente do momento e o tema. E é neste sentido que podemos dizer, com Barthes, que as suas fotografias resultam sem código, dependem da transmissão do seu para nosso afecto.

 

 

Teresa Siza (texto adaptado)

 

Inauguração em 17 de outubro – patente até 2 de maio de 2021

Esta notícia foi publicada em 13 de Outubro de 2020 e foi arquivada em: Destaques, Exposições Temporárias.