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Sugestão de Leitura
Manual do Cidadão Aurélio da Paz dos Reis
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“Esta intervenção do Centro Português de Fotografia não teria sido possível sem um desses pequenos milagres que nos reconciliam com a inconsequência dos homens: o respeito que o filho e o neto de
Aurélio da Paz dos Reis testemunharam pelo espólio do conhecido fundador do cinema português. O espólio é essencialmente fotográfico, mantido com o carinho de quem sabia o seu valor e que sabia
mais ainda, que Aurélio da Paz dos Reis era alguém para ser preservado”.
Assim começa o texto introdutório do livro que nos deixa com a clara sensação de que não existem palavras mais sábias ou mais adequadas para resumir a pessoa que foi Aurélio da Paz dos Reis e assim
recomendar a presente leitura.
A sugestão que agora se apresenta pretende funcionar como complemento do projecto “Documento do Mês” (em exposição no 2º piso do edifício) e que ao longo do corrente ano mostrará ao público objectos
pessoais menos conhecidos do extraordinário espólio de um cidadão que merece ser conhecido e lembrado.
Talvez o até aqui referido ajude a explicar porque esta publicação acabaria por esgotar num curto espaço de tempo, não estando actualmente disponível para venda. Mas porque as memórias não ficam reféns
de nada para serem lembradas, sugere-se uma visita à Biblioteca do CPF para constatar a autenticidade do aqui descrito. Boa leitura!
Edição: Centro Português de Fotografia
Idioma: Português
ISBN: 972-8451-04-0
Depósito Legal: 130 259/98
Disponível para consulta na Biblioteca
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Câmara em destaque
Sigriste Stereo
Inventor Jean Guido Sigriste (Suíça), Construtor S.O.L. (Paris, França), 1898
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Colecção de Câmaras e Equipamento Fotográfico do CPF/ Colecção António Pedro Vicente, CCEF 01283
© Centro Português de Fotografia/DGARQ/MC
A câmara Sigriste foi inventada pelo pintor suíço Jean Guido Sigriste e produzida em França, no final do século XIX.
Jean Guido pretendia fotografar cavalos em movimento para utilizar como esquiços nas suas pinturas, mas não existia ainda uma câmara que permitisse tempos de exposição curtos o suficiente
para obter uma imagem nítida de um cavalo a galope. Resolvido a ultrapassar essa dificuldade, Guido dedicou-se ao estudo dos problemas encontrados nos equipamentos existentes, empenhando-se
na construção da sua própria câmara fotográfica. A Sigriste foi patenteada em 1898.
O modelo aqui apresentado é uma versão stereo dessa câmara.
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Documento do mês: |
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Legenda: Diploma de Membro da Académie Universelle (Adriano Ramos Pinto) e Diploma do Supremo Conselho da Maçonaria Portugueza |
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AURÉLIO DA PAZ DOS REIS (1862-1931)
Tendo como mote as Comemorações do Centenário da República, o CPF dedicará o espaço “Documento do Mês” de 2010 ao cidadão republicano Aurélio da Paz dos Reis.
Fotógrafo portuense, introdutor do cinema em Portugal e respeitável cavalheiro, a participação na revolta de 31 de Janeiro valeu-lhe dois encarceramentos neste mesmo espaço onde, ironicamente,
hoje se encontra o seu extraordinário espólio.
Floricultor de profissão, tinha a sua loja na actual Praça da Liberdade. A conhecida confeitaria Ateneia foi outrora a Flora Portuense onde Aurélio da Paz dos Reis cuidava das suas dálias. Com
ligações à Maçonaria, o autor foi ainda vereador e presidente substituto da Câmara Municipal do Porto e cooperou com inúmeras instituições culturais e de beneficência. Em 1919 perde tragicamente
três dos seus quatro filhos. Hilda e Horácio não resistem à pneumónica e Homero morre em combate na 1ª Guerra Mundial. Restou Hugo que passaria toda a documentação para o seu filho, também ele
Hugo, que viria a depositar o espólio do avô no CPF em 1997.
Ao longo de todo o ano, o CPF mostrará objectos pessoais e outros itens menos conhecidos desse incomparável espólio.
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Legenda: Diploma de Aproveitamento de Hugo Virgílio do curso de inglês/Novembro 1891 e Diploma de Benemérito da Caixa de Beneficiência aos Tuberculosos |
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