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Notícias

15 de Maio de 2019

“Sixth Nature”

 

© Edson Chagas

Courtesy of Stevenson, Cape Town/Johannesburg and A Palazzo, Italy
© Edson Chagas

 

© Lien Botha

“Wonderboom”
© Lien Botha

 

A introdução do Antropocénico (o 6º grande período geológico da Terra, caracterizado pelo impacto da atividade humana no funcionamento dos ecossistemas) no léxico científico e mais tarde nas ciências sociais e na arte contemporânea parece não ter contribuído para uma alteração do estado das coisas no que tange ao aceleramento do aquecimento global, agravamento das alterações climáticas e degradação do meio ambiente. Em boa verdade, o termo Antropocénico carrega em si uma carga de culpabilização individual que não tem em conta os processos históricos e sociais determinantes das presentes condições da relação entre a humanidade e a natureza, nomeadamente a luta de classes, o imperialismo, o colonialismo e a opressão.

As soluções apresentadas pela ciência para o combate das alterações climáticas, que advêm deste enquadramento Antropocénico, são geralmente de ordem técnica ou administrativa, alicerçadas numa crença cega nos resultados profetizados pela geoengenharia.

Por seu lado, a arte tem a possibilidade (e o dever?) de apresentar leituras alternativas que põem em evidência dimensões sociais, económicas e espirituais novas, com o potencial de motivar um debate crítico em torno das relações entre sociedade e ambiente e despoletar mudanças de atitude através de uma experiência estética, mesmo que simbólicas ou metafóricas.

A exposição “Sixth Nature” apresenta três diferentes sensibilidades sobre como nos relacionamos com a natureza e o ambiente em nosso redor.

(…)

Exposição Coletiva integrada na Bienal de Fotografia do Porto

 

 

Curadoria: Diogo Bento

Inauguração em 16 de maio – patente até 30 de junho

Esta notícia foi publicada em 15 de Maio de 2019 e foi arquivada em: Destaques, Exposições Temporárias.