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Sabia que, entre 1888 e 1914, Portugal tinha mais de 250 casas fotográficas?

No âmbito da VI Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira (1999), o historiador António Pedro Vicente (1938–2024) apresenta uma síntese da afirmação da fotografia em Portugal ao longo do século XIX. Inicia com a divulgação do daguerreótipo em Paris, em 1839, e com a rápida difusão da invenção na imprensa portuguesa, noticiada por O Panorama a 25 de janeiro de 1840. Refere os primeiros daguerreótipos realizados no país, datados de 1841, bem como experiências que revelam o interesse pela pioneira técnica fotográfica.

A partir de 1844, assinala a chegada de fotógrafos estrangeiros que instalaram estúdios em Lisboa e no Porto, introduzindo a prática comercial da fotografia.
Na segunda metade do século XIX, descreve uma fase de expansão, em que a atividade se estende a outras regiões, com estúdios e casas fotográficas em Aveiro e na Madeira. Entre os fotógrafos mais relevantes deste período destacam-se Wenceslau Cifka, Alfredo Fillon, Augusto Bobone, Vicente Gomes da Silva, João Francisco Camacho, Carlos Relvas e Emílio Biel. Entre 1888 e 1914, existiam em Portugal mais de 250 casas fotográficas, demonstrando a consolidação da profissão.


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