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Documento Mês – Fundo Bibliográfico

Sabia que Arnaldo Garcez foi um dos primeiros portugueses a exercer fotojornalismo em cenário de guerra?

No livro dedicado ao fotógrafo Arnaldo Garcez (1886–1964), António Pedro Vicente articula a análise histórica com cerca de quarenta fotografias registadas durante a Primeira Guerra Mundial (1914–1918). A obra acompanha Garcez enquanto repórter fotográfico destacado para acompanhar o Corpo Expedicionário Português (CEP) na frente da Flandres, entre 1916 e 1918, evidenciando a forma como registou o quotidiano das tropas, a sua organização e acontecimentos oficiais. Vicente sublinha o carácter inovador do seu trabalho, aproximando-o dos grandes repórteres internacionais. Apesar de atuar na linha da frente, Garcez evitou registar os aspetos mais violentos do conflito: não fotografou cadáveres, destruição ou sofrimento humano, optando por imagens que transmitiam disciplina, rotina, organização logística e cerimónias oficiais. Esta seleção revela um olhar condicionado pelos interesses do Estado e da imprensa, construindo uma narrativa sobre a participação portuguesa e transformando a fotografia num instrumento ideológico. Após o conflito, Garcez abandonou o fotojornalismo e, em 1923, fundou no Chiado a empresa Garcez, Lda., dedicada à venda de material fotográfico e à prestação de serviços de laboratório.


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