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Documento Mês – Fundo Bibliográfico

Sabia que o daguerreótipo fez alguns pintores recear que a fotografia pudesse pôr fim à pintura?

A publicação da coleção do historiador António Pedro Vicente (1938–2024) revisita o período em que a fotografia emergiu entre 1820 e 1840, inaugurando uma fase de intensa experimentação técnica. A apresentação pública do daguerreótipo, em 1839, revolucionou a forma de representar o real, ao permitir que uma imagem fosse fixada com uma precisão inédita e superior à da pintura. Esta inovação abalou o papel tradicional do pintor enquanto imitador fiel da realidade, suscitando entusiasmo no público e inquietação no meio artístico — sentimentos sintetizados na célebre frase atribuída ao pintor francês Paul Delaroche (1797–1856) “A partir de hoje, a pintura está morta”. A pintura não desapareceu, mas a fotografia nasceu e transformou a forma como o mundo passou a ser visto e interpretado, lançando as bases da cultura visual moderna.

A obra apresenta dois retratos emblemáticos: um realizado por Étienne Carjat (1828–1906) ao escritor Alexandre Dumas (1802–1870) e outro captado por Nadar (1820–1910) à escritora George Sand, pseudónimo de Amantine Lucile Aurore Dupin (1804–1876), que adotou um nome masculino para afirmar a sua liberdade intelectual num meio dominado por homens.


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