Saltar os Menus

Exposições e Eventos

Indispensável para responder a um público alargado, o calendário expositivo proporciona não apenas o conhecimento da evolução da fotografia, como as experiências pessoais e coletivas que marcaram a teoria e a prática fotográficas nacional e internacional.

Conjugam-se assim os objetivos pedagógicos, sociais e artísticos, garantindo-se uma periodicidade regular ao longo do ano.
A programação do Centro Português de Fotografia tem procurado equilibrar a fotografia contemporânea e histórica, a fotografia portuguesa e internacional.

Exposições Temporárias

Documento do Mês

Exposições Permanentes

Núcleo Museológico António Pedro Vicente

Sala da Memória

Eventos


Documento Mês – Fundos e Coleções

Photographia Universal
Retrato de Augusto Neuparth (1830-1887) publicado no jornal “Perfis Artísticos: música, teatro e belas-artes”
Albumina
PT/CPF/APV/001/0139/1393

Nascido em Lisboa, Augusto Neuparth foi um dos mais notáveis fagotistas[1] (1) portugueses do século XIX. Filho do músico e editor Eduardo Neuparth, deu continuidade a uma dinastia dedicada à arte e à música. Estreou-se aos 17 anos e, em 1848, ingressou na orquestra do Real Teatro de São Carlos, onde se destacou como primeiro fagotista e músico da Câmara Real.

Reconhecido pela sua técnica refinada e expressividade, representou Portugal em viagens de estudo pela Europa, promovendo o intercâmbio musical do país com os grandes centros culturais da época.

A família Neuparth fundou o célebre Salão Neuparth, importante espaço de edição e divulgação musical em Lisboa, que perdurou por várias gerações.


[1] Fagote: Instrumento de sopro da família das madeiras, reconhecido pelo seu tubo longo e dobrado e pelo som grave e aveludado. É essencial nas orquestras desde o século XVIII.

Documento Mês – Fundo Bibliográfico

Tinha conhecimento que as fotografias de José Augusto da Cunha Moraes contribuíram para construir a imagem da “África Portuguesa”?

A fotografia realizada por portugueses em África no final do século XIX tornou-se uma fonte histórica para compreender o passado das antigas colónias e das populações que nelas viviam. O historiador António Pedro Vicente (1938–2024) afirma que estas imagens só podem ser interpretadas quando consideradas no contexto em que foram produzidas: a chamada “corrida a África”, marcada pela rivalidade entre potências europeias. Nesse período, Angola tornou-se um ponto de partida e chegada de expedições científicas e coloniais. A fotografia assumiu então funções exploratórias, documentais e políticas, servindo como prova visual do território e como instrumento de legitimação da presença portuguesa.
É neste enquadramento que se destaca José Augusto da Cunha Moraes (1855–1933), reconhecido pelo historiador como o primeiro fotógrafo português a produzir imagens com valor etnogeográfico sobre Angola. Os seus registos revelam um olhar sobre as populações locais, integrando elementos de carácter antropológico, sociológico e etnográfico. A sua obra combina estética e propaganda colonial, contribuindo para o conhecimento do território angolano e para a consolidação do projeto colonial português.

Documento Mês – Equipamento Fotográfico


Wristamatic Model 30, ca. 1981

Magnacam Corp, Oakland, EUAColeção de Câmaras e Equipamento Fotográfico, Coleção António Pedro Vicente, PT/CPF/CCEF/APV/00860

Apresentando-se sob a forma de um relógio de pulso, faltando-lhe aqui a bracelete, esta pequena câmara integrava um sistema fotográfico miniaturizado, concebido para ser operado de modo discreto. Equipada com uma objetiva de foco fixo f:11/20mm e um obturador de velocidade única (1/100), utilizava filme em formato de disco, permitindo captar 6 imagens circulares de 10 mm.
O conceito de uma câmara-relógio refletia o fascínio da década de 1980 por dispositivos multifuncionais, num contexto em que a miniaturização tecnológica e a estética do “gadget” se tornavam símbolos de modernidade. Embora de uso limitado e mais associada ao universo dos objetos de espionagem ou de curiosidade técnica, a câmara Wristamatic Model 30 permanece como um exemplo expressivo da criatividade e engenho aplicados à fotografia portátil.
Esta câmara integra a Coleção António Pedro Vicente, pertencente ao acervo museológico do Centro Português de Fotografia, onde é preservada como testemunho do imaginário técnico e cultural que aproximou a fotografia do mundo dos acessórios pessoais.

Celebrando neste mês de dezembro a vida e os feitos deste monarca, designadamente na área da fotografia, enquanto ferramenta educativa e de progresso, apresentamos um conjunto de objetivas do final do século XIX e início do século XX.

Antiga Cadeia e Tribunal da Relação do Porto
Largo Amor de Perdição
4050-008 Porto | Portugal


T. (+351) 220 046 300 mail.cpf@cpf.dglab.gov.pt

Receba todas as novidades do cpf no seu email

© 2026 - Centro Português de Fotografia | Contactos | Acessibilidades | Elogios, Sugestões e Reclamações